Sadrhack abriu um grande sorriso.
- Vou me lembrar, Magno!
O Líder terminou seu café, repousando a xícara sobre a mesa. Ouviu tamancos se aproximando.
Uma mulher magra e baixa, segurando um caderno e uma caneta entra na sala. Possui uma longa trança amarrada com uma fita vermelha na ponta.
- Ja-Han, envie um mensageiro ao Supremo Sacerdote do Templo de Pyong-Moon. Quero que ele escolha seu mais eloquente professor. E o mais leal a mim, isso é importante.
A moça apertou seus grandes olhos e tomou nota.
- Sim, Jidoja.
Levantou e virou-se rapidamente, de modo que sua trança dançou no ar na altura de seus olhos. Fez uma reverência e saiu.
Algumas horas depois, o escolhido está em sua sala. Um homem grisalho e gordo. Bem vestido e com um sorriso amigável.
- Boa tarde, senhor...?
- Amadevs, senhor Widaehan Jidoja. É uma honra conhecê-lo.
- Amadevs. Sinceramente, eu esperava alguém mais jovem. - O líder pôs a mão sob o queixo, com uma expressão analítica.
O homem baixou os olhos. Nesse momento, sua carreira acadêmica lhe parece insignificante.
- Dediquei os melhores anos de minha vida aos jovens dessa nação, Jidoja. Acompanhei o surgimento da Grande Nação que ofuscou nos livros toda a história passada. Eis-me aqui.
- Excelente. Você será o Segundo Sacerdote do Templo Myuung, lá em Shirai-Gwon.
O homem baixou a cabeça. Não parecia estar contente com aquilo, mas ninguém em sã consciência recusa uma ordem dessas.
- Sim Jidoja.
- Sua viagem será providenciada para amanhã. Você será meus olhos lá, pois todos estão em suas funções há muito tempo. Desde... Antes.
- Entendo.
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Bem, eu poderia contar aqui o que acontecia no Templo Myuung, em Shirai-Gwon. Mas Widaehan Jidoja não julgou importante.
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O amanhecer nublado em Pyeong-Moon indica chuva nas próximas horas. Toda a cidade parece úmida. Os esgotos fumegam e o orvalho deixa as pedras da rua escorregadias.
Soldados corriam em fila, no seu exercício matinal, entoando canções de batalha. As crianças também corriam, para não se atrasarem para a escola. A escola pública gratuita era considerada um dos maiores avanços da Repvblica.
Ja-Han saiu cedo de casa. Foi andando o mais rápido que podia com seus tamancos altos. Seus passos eram limitados pelo vestido. Comprou alguns folhetins de garotos na rua e foi correndo para o Palácio do Governo. Sempre tentava chegar antes do Líder, para recebê-lo com um sorriso de bom dia.
Ao chegar em sua mesa, Magno estava de pé, andando de um lado para o outro. Parecia estar lá há horas. Os olhos avermelhados indicavam que quase não dormira.
- Bom dia Comissário. O que houve?
- Assuntos oficiais. Preciso conversar com...
- Bom dia, Magno. Caiu da cama? - Sadrhack estava diante dele. Entregou seu casaco a Ja-Han e foi em direção a seu gabinete.
O comissário o seguiu. Fez uma reverência ao entrar no gabinete.
- Jidoja, o velho Bo-gi, está morto!
- O QUE? - O Líder quase caiu da cadeira.
Ja-Han lhe traz seu café, e os folhetins do dia. Naturalmente, o Bo-gi não era um deles.
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Um som de algo caindo nas folhas secas o deixa alerta. Ele se ergue na cela e olha em volta. Ouve o rosnar de um cão selvagem ou um lobo vindo da esquerda. Andam um pouco. A frente, avistam um cão que atacava uma mancha em uma parede de pedra furiosamente. Sangrava pelo focinho e parecia ter quebrado todos os dentes tentando abocanhar a parede.
- Está louco? - Indagou Sierra.
- Está – Conclui König, que puxou da aljava o fim do sofrimento do pobre animal. Desceu do cavalo para recuperar a flecha, quando notou algo estranho. O cão morto tinha uma estranha mancha prateada que saía da orelha, que parecia cortada.
Voltou ao cavalo e seguiram.
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